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Stereotactic body radiotherapy for unresected pancreatic cancer: A nationwide review


A radioterapia estereotáxica corporal surgiu como uma inovação a radioterapia convencional na ultima década. Este procedimento permite a aplicação precisa de alta carga de radiação em 1 a 5 frações para um alvo de volume limitado, reduzindo o raio de abrangência da radiação a tecidos vizinhos e subsequentemente diminuindo a toxicidade do procedimento. Com a intenção de se avaliar a existência de um benefício desta alternativa em pacientes com câncer pancreático não operado, um estudo publicado na Cancer investigou este perfil de pacientes e os segmentou em quatro grupos distintos de tratamento: somente quimioterapia convencional (QC), quimioterapia em conjunto com a radioterapia estereotáxica corporal (QRTEC), quimioterapia combinada à radioterapia de feixe externo (QRTFE) ou quimioterapia e radioterapia de intensidade modulada (QRTIM) Os dados de 14.331 pacientes da Base de dados de Cancer Nacional dos EUA foram inclusos no estudo. 5.464 (38,1%) foram tratados com QC, 6.418 (44,8%) com QRTFE, 322 (2,3%) com QRTIM e 2.127 (14,8%) com QRTEC. A mediana de sobrevida não ajustada, antes da correspondência de dados na coorte, foi de 9,9; 10,9; 12,0 e 13,9 meses, respectivamente, para pacientes tratados com QC, QRTFE, QRTIM e QRTEC. Em análise pós-correspondência de dados, pacientes tratados com QRTEC apresentaram sobrevida significativamente superior a QC (log-rank P=0,0001) e a QRTFE (log-rank P=0,0180), mas não a QRTIM (log-rank P=0,0492). O estudo conclui que o tratamento com QRTEC é associado a resultados clínicos significativamente melhores do que QC ou QRTFE, sendo uma alternativa promissora para pacientes com câncer pancreático não operado.

Fonte: Cancer 2017, 123: 4158–4167.

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