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Redefining the Positive Margin in Pancreatic Cancer: Impact on Patterns of Failure, Long-Term Survival and Adjuvant Therapy


A cirurgia é a única modalidade terapêutica potencialmente curativa no adenocarcinoma de pâncreas. Os autores revisaram uma base de dados de arquivos cirúrgicos para determinar o efeito das margens de ressecção na sobrevida, recorrência locorregional e o possível impacto do tratamento adjuvante no carcinoma pancreático. Foram incluídos 105 pacientes ressecados. Três patologistas revisaram todas as espécies cirúrgicas e reclassificaram cada margem como: tinta/transeccionado, <0,5, 0,5-1, >1-2 ou > 2 mm da superfície da tinta. Os pesquisadores avaliaram o impacto destas e de outras variáveis no controle local, na sobrevida livre de doença (SLD) e sobrevida global (SG). Entre todas as margens, uma margem posterior (MP) de até 2mm foi prognóstico para SLD (p=0,01) e SG (p=0,01). A variável MP transformada em duas categorias (em menor ou igual 2mm vs > 2mm) mostrou ser uma preditora independente para sobrevida livre de recorrência local (HR=0,20; IC95% 0,048 a 0,881; p=0,033), SLD (HR=0,46; IC95% 0,22 a 0,96; p=0,03) e SG (HR=0,31; IC95% 0,14 a 0,74; p=0,008). A margem > 2mm foi associada a um melhor prognóstico para os pacientes que receberam quimioterapia adjuvante para SG (HR=0,31; IC95% 0,11 a 0,89; p=0,03). Esse benefício da quimioterapia adjuvante não foi mantido com a associação da radioterapia. Os autores destacam que a MP é a margem com relevância clínica para o câncer de pâncreas. Os dados sugerem que a margem posterior > 2mm deve ser buscada sempre que possível e, quando a MP < 2mm não for possível, se deveria recomendar radioterapia associada com quimioterapia adjuvante.

Fonte: Ann Surg Oncol 2017.Sep 5 [Epub ahead of print]

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