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Maintenance treatment with capecitabine and bevacizumab versus observation in metastatic colorectal cancer: updated results and molecular subgroup analyses of the phase 3 CAIRO3 study


Publicado no Ann Oncol. uma análise de subgrupo molecular do estudo de fase 3 CAIRO avaliando o papel da capecitabina associada a bevacizumabe na manutenção vs observação pós 6 ciclos do regime CAPOX-B em câncer colorretal metastático. Os pesquisadores realizaram uma análise post hoc avaliando a eficácia na população de acordo com o MMR (mismatch repair) e com o estado mutacional do RAS/BRAF. Foram 558 pacientes com câncer colorretal metastático não tratados com doença estável, resposta parcial ou completa após a conclusão dos 6 ciclos de CAPOX-B. A randomização ocorreu 1:1 (279 pacientes no braço bevacizumabe + capecitabina e 279 pacientes em observação). Na ocorrência da primeira progressão, os pacientes recebiam reexposição ao CAPOX-B até a segunda progressão. A secunda progressão foi definida como o desfecho primário (sobrevida livre de progressão 2 – SLP2). A análise foi realizada por intenção de tratar e estratificada pelo modelo de Cox. As alterações moleculares somadas (RAS, BRAF e MMR) representaram mais de 60% dos casos. Todos os subgrupos com mutação mostraram superior em termos da SLP2. O HR=0,57 (IC95% 0,39 a 0,84), 0,74 (IC95% 0,55 a 0,98) e 0,28 (IC95% 0,12 a 0,64) para RAS/BRAF selvagem, mutação RAS e mutação BRAFV600E respectivamente. Embora os tumores a direita mostraram pior prognóstico, ambos lados apresentaram benefício com a manutenção de bavacizumabe associado a capecitabina. Os pesquisadores relatam que o benefício da manutenção de bavacizumabe associado a capecitabina ocorreu em todos os subgrupos mutacionais. O maior benefício ocorreu nas populações com RAS/BRAF selvagem e mutação BRAFV600E.

Fonte: Ann Oncol. 2017; 28 (9):2128-2134

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