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Ensuring Early Mobilization Within an Enhanced Recovery Program for Colorectal Surgery: A Randomized Controlled Trial.


O presente estudo, publicado no Annals of Surgery, teve como objetivo estimar como a adição de mobilização precoce monitorizada a um Programa de Recuperação Avançada (ERP) pode impactar na recuperação pós operatória do câncer colorretal, comparado aos cuidados usuais. A mobilização precoce, apesar de ser recomendada por diretrizes, não apresenta altos índices de adesão.

Desta forma, foi realizado um estudo randomizado envolvendo 99 pacientes de cirurgia colorretal em um ERP estabelecido (mediana de idade 63 anos, 57% do sexo masculino, 80% laparoscópico), os quais foram submetidos a cuidados convencionais, incluindo educação pré-operatória sobre mobilização precoce com metas diárias pós-operatórias, ou mobilização facilitada, em que houve assistência profissional nos dias pós-operatórios (PODs) 0 a 3. O desfecho primário foi a proporção de pacientes retornando à capacidade funcional de caminhada pré-operatória (teste de caminhada de 6 min) quatro semanas após a cirurgia. Já os desfechos secundários foram a associação da intervenção com a mobilização hospitalar, o tempo para alcançar os critérios de alta, o tempo de recuperação da função gastrointestinal, o índice de complicações de 30 dias e as medidas de desfechos reportados pelos pacientes.

Dentre os resultados encontrados no estudo, observou-se maior adesão aos alvos de mobilização pelo grupo de mobilização facilitada, em POD0 [OR 4,7 (IC 95% 1,8-11,9)], POD1 [OR 6,5 (IC 95% 2,3-18,3)] e POD2 [OR 3,7 (IC 95% 1,2-11,3)]. O número de passos foi o dobro, no mínimo, em POD1 [diferença média 843,3 passos (IC 95% 219,5-1467,1)] e POD2 [diferença média 1099,4 passos (IC 95% 282,7-1916,1)]. Não foram observadas diferenças entre os grupos na recuperação na capacidade de caminhada 4 semanas após a cirurgia [OR 0,77 (IC 95% 0,30-1,97)] ou entre os desfechos secundários.

Os autores concluem que, em um ERP pós-cirurgia colorretal, a mobilização precoce monitorizada aumentou as atividades fora do leito durante a internação hospitalar, mas não melhorou os desfechos do estudo. Os dados não dão suporte à alocação de recursos extras em programas de mobilização precoce.


Fonte: Ann Surg. 2016 Dec 16. doi: 10.1097/SLA.0000000000002114.

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